O Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai (MGAP) confirmou, em 4 de setembro de 2026, um caso de influenza aviária em aves de fundo de quintal no departamento de Colonia. A confirmação ocorreu após investigação de uma suspeita sanitária motivada pela mortalidade de aves de diferentes espécies. Embora um teste rápido inicial tenha resultado negativo, amostras foram encaminhadas ao laboratório oficial, que confirmou a presença do vírus.
No mesmo dia, a Direção-Geral de Serviços Ganaderos (DGSG) publicou a Resolução nº 202/026, declarando emergência sanitária em todo o território uruguaio diante do achado de influenza aviária H5 de alta patogenicidade em aves de traspatio no departamento de Colonia. A medida também restringe a movimentação de aves de fundo de quintal e de aves que não estejam sob controle do Sistema de Monitoramento Avícola.
Caso foi identificado após mortalidade de aves de diferentes espécies
Segundo o MGAP, o atendimento começou a partir de uma suspeita sanitária registrada no estabelecimento afetado.
A presença de mortalidade em aves de diferentes espécies levou os Serviços Ganaderos a realizar a investigação. Um teste rápido feito inicialmente apresentou resultado negativo, mas, diante da suspeita, o material foi encaminhado ao laboratório oficial para diagnóstico conclusivo.
Os exames laboratoriais confirmaram a presença do vírus da influenza aviária.
O episódio reforça um ponto importante para a vigilância sanitária: resultados negativos em testes rápidos não necessariamente encerram uma investigação quando o quadro clínico ou epidemiológico permanece compatível com uma enfermidade de notificação obrigatória.
Até o momento, não há casos em aves comerciais
O MGAP informou que o evento está restrito, até o momento, a aves de traspatio, termo utilizado no Uruguai para criações domésticas ou de fundo de quintal.
A autoridade sanitária informou ainda que não foram detectados casos em aves comerciais.
O ministério também destacou que o consumo de carne de aves e ovos não representa risco para a saúde humana no contexto informado pelo comunicado oficial.
Paralelamente, o MGAP atua em coordenação com o Ministério da Saúde Pública para acompanhar as pessoas que tiveram contato com as aves do estabelecimento afetado.
Estabelecimento foi interditado e aves expostas serão eliminadas
Após a confirmação do foco, a DGSG determinou uma série de medidas sanitárias para reduzir o risco de disseminação do vírus.
Entre as ações estabelecidas estão:
- interdição do estabelecimento afetado;
- restrição de movimentações;
- sacrifício sanitário das aves expostas;
- destinação segura dos animais;
- limpeza e desinfecção da propriedade;
- desinfecção de materiais potencialmente contaminados;
- investigação epidemiológica;
- rastreamento de entradas, saídas e contatos ocorridos nas semanas anteriores;
- reforço da vigilância sanitária na região;
- intensificação da vigilância diante de mortalidade ou sintomas compatíveis com a doença.
A investigação epidemiológica busca identificar a possível origem do evento e verificar se existem vínculos com outras propriedades.
Uruguai determina restrições de movimentação em todo o país
A Resolução nº 202/026 ampliou a resposta para além da propriedade onde o vírus foi identificado.
O texto declara emergência sanitária em todo o país e restringe os movimentos de aves de traspatio e de aves que não estejam controladas pelo Sistema de Monitoramento Avícola.
A medida permite que a autoridade sanitária estabeleça isolamento, realize vigilância epidemiológica, ingresse em propriedades para inspeção e coleta de amostras e adote outras ações técnico-sanitárias necessárias para o controle da doença.
Aves free range devem permanecer em instalações fechadas
Outro ponto de atenção para os produtores está relacionado aos sistemas com acesso ao ambiente externo.
O MGAP reiterou a obrigatoriedade de manter aves de fundo de quintal e aves pertencentes a sistemas produtivos free range em instalações fechadas e cobertas, conforme as medidas sanitárias em vigor.
A determinação tem relação direta com um dos principais desafios no controle da influenza aviária: reduzir o contato entre aves domésticas e aves silvestres.
Em sistemas free range, o acesso ao ambiente externo altera o perfil de exposição das aves. Por isso, diante de situações de risco sanitário elevado, autoridades podem adotar medidas temporárias de confinamento como forma de reduzir possíveis vias de introdução do vírus.
Biosseguridade passa a ser ainda mais importante diante de focos
O MGAP recomendou que produtores e responsáveis por aves intensifiquem as medidas de biosseguridade.
Entre as principais orientações estão:
- restringir a entrada de pessoas, veículos e materiais nos estabelecimentos;
- reforçar a limpeza e desinfecção de instalações;
- higienizar equipamentos, calçados e materiais usados no manejo;
- impedir o contato entre aves domésticas e aves silvestres;
- proteger água e alimentos contra o acesso de aves silvestres;
- manter atualizados os registros da propriedade;
- comunicar imediatamente à autoridade sanitária qualquer sinal nervoso, digestivo ou respiratório, além de mortalidade.
Essas medidas atuam justamente sobre possíveis vias de entrada e disseminação do agente dentro do sistema produtivo.
Detecção e notificação precoce são fundamentais
A autoridade sanitária uruguaia reforçou que a detecção e a notificação precoce são essenciais para conter a doença e proteger a produção avícola nacional.
A população também foi orientada a não manipular aves doentes ou mortas, evitar contato entre aves domésticas e silvestres e não transportar aves doentes ou que tenham tido contato com animais apresentando sintomas.
Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente aos Serviços Ganaderos do MGAP.
Quais sinais devem chamar atenção?
A página oficial do MGAP sobre influenza aviária relaciona entre os sinais compatíveis com a doença:
- dificuldades respiratórias intensas;
- coloração azulada de cristas, barbelas ou patas;
- inchaço da cabeça;
- plumagem eriçada;
- diarreia;
- sinais nervosos;
- queda na postura de ovos.
A presença de um ou mais desses sinais, especialmente quando acompanhados de mortalidade elevada ou incomum, deve ser considerada motivo para comunicação à autoridade sanitária.
O caso em Colonia reforça a importância das barreiras sanitárias
O foco confirmado no Uruguai ocorre em aves de fundo de quintal, e não em produção comercial. Ainda assim, episódios como esse demonstram por que a vigilância e a biosseguridade precisam abranger não apenas grandes granjas, mas também criações domésticas, sistemas alternativos e propriedades próximas a áreas com circulação de aves silvestres.
O controle da influenza aviária depende de múltiplas barreiras: redução do contato com aves silvestres, controle de movimentações, higiene, desinfecção, monitoramento e comunicação rápida de suspeitas.
Nesse contexto, a biosseguridade não funciona como uma medida isolada. Ela precisa ser entendida como um sistema contínuo de prevenção, vigilância e resposta.
Perguntas frequentes sobre o caso de influenza aviária no Uruguai
Onde foi confirmado o caso de influenza aviária?
O caso foi confirmado no departamento de Colonia, no Uruguai, em uma criação de aves de fundo de quintal.
Quando o caso foi confirmado?
O Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai confirmou oficialmente o caso em 4 de setembro de 2026.
Qual vírus foi identificado?
A Resolução nº 202/026 da DGSG informa que o achado corresponde a influenza aviária H5 de alta patogenicidade.
Há casos em granjas comerciais no Uruguai?
Até a atualização oficial de 4 de setembro de 2026, o MGAP informou que não havia casos detectados em aves comerciais.
O consumo de carne de aves e ovos representa risco?
Segundo o comunicado do MGAP, o consumo de carne de aves e ovos não representa risco para a saúde humana no contexto do evento confirmado.
Quais medidas foram adotadas na propriedade afetada?
O estabelecimento foi interditado, os movimentos foram restringidos e foi determinado o sacrifício sanitário das aves expostas, além de limpeza, desinfecção, investigação epidemiológica e reforço da vigilância.
O que mudou para aves de fundo de quintal e free range?
O MGAP reiterou que aves de fundo de quintal e aves criadas em sistemas free range devem permanecer em instalações fechadas e cobertas, conforme as medidas sanitárias vigentes.
Por que aves silvestres representam preocupação?
Aves silvestres podem participar da circulação de vírus da influenza aviária e entrar em contato com aves domésticas, alimentos ou fontes de água. Por isso, impedir esse contato é uma das principais medidas recomendadas pela autoridade sanitária uruguaia.
Quais medidas de biosseguridade devem ser reforçadas?
Entre as recomendações estão restringir acesso de pessoas e veículos, intensificar limpeza e desinfecção, proteger água e ração, impedir contato com aves silvestres, manter registros atualizados e notificar imediatamente qualquer suspeita.
Por que a notificação rápida é tão importante?
Porque permite que a autoridade sanitária investigue a suspeita, colete amostras, restrinja movimentos e implemente medidas antes que o agente se disperse para outras propriedades.
Fontes
Ministério de Ganadería, Agricultura y Pesca do Uruguai (MGAP)
“MGAP confirma caso de influenza aviar en aves de traspatio en Colonia” — 4 de setembro de 2026.
Direção-Geral de Serviços Ganaderos (DGSG)
Resolução nº 202/026 — declaração de emergência sanitária por influenza aviária H5 de alta patogenicidade.
MGAP — Influenza Aviar
Página oficial com sintomas, recomendações e orientações para notificação.
Palavra-chave principal:
Palavras-chave secundárias: influenza aviária H5, aves de traspatio, biosseguridade avícola, Colonia Uruguai, influenza aviária de alta patogenicidade
Slug: uruguai-influenza-aviaria-aves-traspatio-colonia
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