A Alemanha adota medidas rigorosas de contenção após a confirmação de casos de febre aftosa que levaram à morte de três búfalos em Brandemburgo. Essa área, localizada a cerca de 50 km de Berlim, tornou-se o epicentro de um esforço emergencial para conter a propagação do vírus, que estava erradicado na União Europeia. Por isso, a resposta foi imediata e coordenada.
A Ministra da Agricultura de Brandemburgo, Hanka Mittelstädt, confirmou na última sexta-feira, 10 de janeiro, que os três búfalos morreram em decorrência da doença. Sua declaração destacou a importância das medidas implementadas para proteger tanto os animais quanto a economia regional. Além disso, alertou para a necessidade de vigilância contínua e reforço nas ações locais.
Conforme informado pelo Instituto Federal de Saúde Animal da Alemanha (FLI), o último registro de febre aftosa no país ocorreu em 1988. Atualmente, a doença está erradicada em toda a União Europeia. Todos os países do bloco são oficialmente reconhecidos como livres da enfermidade. Ou seja, a situação exige atenção máxima e resposta estratégica.
Quais medidas rigorosas a Alemanha adotou?

Medidas de contenção imediatas
As autoridades de Brandemburgo adotaram diversas ações para evitar a disseminação da febre aftosa. A doença trouxe uma resposta rápida das autoridades e reforçou a vigilância na região. Dessa forma, ficou evidente que a Alemanha adota medidas rigorosas sempre que o risco sanitário é elevado. Inclusive, o caso reacendeu discussões sobre protocolos de emergência animal.
Suspensão do transporte de animais
O governo de Brandemburgo decretou a suspensão do transporte de várias espécies, incluindo bovinos, suínos, ovinos e caprinos, por um período inicial de 72 horas. No entanto, essa proibição poderá ser estendida caso o surto não seja controlado rapidamente. Assim, as autoridades ganham tempo para implementar outras estratégias.
Abate preventivo
Cerca de 200 suínos de uma fazenda localizada nas proximidades do foco inicial serão abatidos preventivamente. Essa ação visa minimizar o risco de disseminação do vírus para outras áreas. Consequentemente, espera-se reduzir a velocidade da propagação e evitar novos focos. Além disso, o procedimento contribui para a segurança das granjas vizinhas.
Fechamento de Zoológicos e Parques na Alemanha
Como medida de precaução, o Zoológico de Berlim e o Tierpark, um parque de vida selvagem da região, interromperam temporariamente suas atividades. O objetivo é proteger os animais em cativeiro e evitar qualquer possível contato que possa espalhar a doença. Assim, o país tenta impedir novos surtos e garantir a proteção de espécies vulneráveis.
Reconhecimento Internacional pela OMSA
A resposta ágil da Alemanha recebeu elogios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Segundo a organização, a notificação imediata dos casos e as medidas de contenção são passos essenciais para controlar a febre aftosa. Logo, essa pronta ação destaca a importância da vigilância sanitária em escala global. Com isso, reforça-se a imagem de responsabilidade sanitária do país.
A ocorrência de surtos afeta diretamente a exportação de produtos de origem animal, gerando perdas significativas para o setor pecuário. Além disso, compromete a confiança no mercado global e prejudica contratos comerciais. Portanto, esse cenário reforça por que a Alemanha adota medidas rigorosas com tanta rapidez e firmeza. Por outro lado, países que demoram a agir enfrentam consequências mais severas.
O que a situação na Alemanha ensina ao Brasil?
Embora o Brasil tenha avançado na erradicação da febre aftosa, com diversas zonas reconhecidas como livres da doença sem vacinação, a vigilância permanece crucial. Manter esse status exige:
Monitoramento constante das fronteiras
Cumprimento rigoroso das normas sanitárias
Investimentos em biosseguridade e capacitação de profissionais
Com base no exemplo da Alemanha, o Brasil pode reforçar sua atuação preventiva, reconhecendo que medidas rigorosas, quando tomadas a tempo, evitam prejuízos duradouros. Com isso, a confiança na cadeia produtiva se mantém estável e o status sanitário é preservado.
Além de manter protocolos sanitários eficientes, é fundamental promover a conscientização contínua dos produtores, integrando ações educativas e estratégias de resposta rápida. Portanto, o envolvimento de todos os elos da cadeia produtiva é essencial.
Produtor, para notificar suspeita de doenças em animais, clique no banner abaixo:
FAQ sobre Febre Aftosa
1. O que é a febre aftosa?
É uma doença viral altamente contagiosa que afeta animais de casco fendido, como bovinos, suínos, caprinos e ovinos. Ela provoca lesões dolorosas e causa grandes perdas econômicas.
2. Como prevenir a febre aftosa?
A prevenção da febre aftosa exige medidas rigorosas de biosseguridade e vigilância sanitária. Algumas estratégias incluem:
- Vacinação: Em regiões onde a vacinação é recomendada, aplicar as doses corretamente conforme os calendários oficiais.
- Controle de fronteiras: Inspecionar animais e produtos de origem animal vindos de áreas com risco de contaminação.
- Biosseguridade nas fazendas: Limitar o acesso às propriedades rurais, higienizar veículos e equipamentos e isolar animais recém-adquiridos.
- Educação: Treinar os profissionais e produtores sobre sinais clínicos da doença e boas práticas sanitárias.
3. Como notificar casos suspeitos de febre aftosa no Brasil?
No Brasil, qualquer suspeita de febre aftosa deve ser reportada imediatamente às autoridades sanitárias. Para isso:
- Entre em contato com o Serviço Veterinário Oficial (SVO) de seu municipio (clique aqui para saber mais) ou a Secretaria de Agricultura do seu estado.
- Utilize o sistema de notificação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), disponível em seus canais oficiais.
- Forneça detalhes sobre os sintomas observados e a localização da propriedade para uma resposta rápida.
A notificação ágil é crucial para conter surtos e proteger as áreas reconhecidas como livres da doença.
4. Quais são as consequências de um surto de febre aftosa?
Um surto de febre aftosa pode gerar impactos severos, como:
- Econômicos: Perdas financeiras devido ao abate de animais infectados, proibição de exportações e custos de controle e erradicação.
- Comerciais: Restrições impostas por parceiros internacionais, afetando mercados e contratos comerciais.
- Sanitários: Risco de disseminação rápida, exigindo medidas emergenciais que afetam tanto pequenos quanto grandes produtores.
- Sociais: Impactos na segurança alimentar e na confiança do consumidor em produtos de origem animal.
Por essas razões, a prevenção, vigilância e resposta rápida são fundamentais para minimizar os danos causados por essa doença.
5. A febre aftosa é perigosa para humanos?
Casos em humanos são raros. Contudo, o impacto indireto é enorme, especialmente no setor agropecuário e na economia rural.
6. O que a Alemanha nos ensina com sua resposta?
Que agir rápido, com medidas firmes, evita a escalada da doença. A Alemanha adota medidas rigorosas e serve de exemplo para outras nações sobre como preservar a sanidade animal.